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O Custo do PC Gaming em 2025: Entre Montar ou Esperar pela Valve

Para muitos entusiastas, ter um computador capaz de rodar os últimos lançamentos continua sendo um sonho de consumo, mas a realidade financeira de 2025 impõe barreiras significativas. Se compararmos com o cenário de dois anos atrás, nota-se um aumento nos preços praticados pelas lojas nacionais, reflexo direto das dificuldades impostas à importação de processadores e componentes de sites chineses. Ainda assim, o mercado oferece caminhos para quem está disposto a pesquisar e colocar a mão na massa, embora uma nova variável esteja surgindo no horizonte com a promessa da Valve de retornar ao mundo dos consoles de mesa.

A Realidade dos Setups de Entrada e Intermediários

Para quem busca economizar sem abrir mão de qualidade, o conceito de “barato” sofreu reajustes. Um PC de entrada, projetado para rodar a maioria dos títulos com dignidade — ainda que não no potencial máximo —, exige hoje um investimento que orbita a casa dos R$ 5 mil. Uma configuração viável nessa faixa de preço, totalizando cerca de R$ 4.293, incluiria uma placa-mãe Gigabyte B550M DS3H e o popular processador AMD Ryzen 5 5600. Para fechar o pacote, 16GB de RAM (dois pentes Kingston Fury Beast), um SSD NVMe de 1TB e a robusta RTX 3060 de 12GB, alimentados por uma fonte Corsair de 650W, entregam uma experiência sólida.

Já para os jogadores que miram a qualidade “Alta” ou “Ultra”, o salto orçamentário é considerável. Um setup de alto nível em 2025 rompe facilmente a barreira dos R$ 7.800. A recomendação para essa categoria sobe para um Intel Core i5-13600KF combinado com uma placa-mãe B760M e a poderosa RTX 4070. Com memórias XPG Spectrix de 3600MHz e uma fonte MSI de 850W, essa máquina se posiciona como um ponto de equilíbrio para quem exige performance sem entrar no território do luxo extremo.

O Custo da Performance Máxima

Existe, claro, a parcela do público para quem o orçamento não é um limitador. Para superar qualquer console de mercado e garantir longevidade absoluta, o custo estimado gira em torno de R$ 15 mil. Estamos falando de um “monstro” equipado com uma Asus Tuf Gaming Z690 e o processador Intel Core i9-12900KS. O kit de memórias salta para 32GB e o armazenamento ganha velocidade com o Kingston Fury Renegade. A joia da coroa é a RTX 4080 da linha ROG Strix, sustentada por uma fonte de 1050W Platinum. É o preço da tranquilidade de rodar qualquer coisa disponível.

A Aposta da Valve e o Dilema do Preço

Enquanto os brasileiros calculam cada centavo para montar suas máquinas, a Valve prepara sua segunda investida no mercado de hardware de sala. Quase uma década após o fracasso das primeiras Steam Machines, a empresa parece estar “cozinhando” algo mais promissor, impulsionada pelo sucesso do Steam Deck e do sistema SteamOS, baseado em Linux. A nova Steam Machine promete uma experiência de console, mas com a flexibilidade de um PC, permitindo até a instalação do Windows.

No entanto, as expectativas de preço geram incerteza. Diferente da estratégia agressiva usada no Steam Deck, a Valve confirmou que não subsidiará o custo do novo hardware. Historicamente, consoles tradicionais são vendidos com prejuízo no lançamento para recuperar o lucro na venda de jogos, o que garante preços mais acessíveis ao consumidor final. A Valve, contudo, sinalizou que o preço da nova máquina será equivalente ao custo de montar um PC com performance similar.

Competitividade e Limitações de Software

Estimativas apontam que a nova Steam Machine deve chegar ao mercado internacional custando entre 700 e 1.000 dólares. Se convertermos diretamente e considerarmos a realidade do hardware detalhado anteriormente, a máquina da Valve competiria financeiramente com os PCs de entrada e intermediários montados no Brasil, sem necessariamente oferecer uma vantagem econômica clara.

Além do fator preço, há o desafio da compatibilidade. Por rodar nativamente em Linux, o sistema pode enfrentar barreiras com os jogos multiplayer mais populares do mundo, como Call of Duty, Fortnite e Minecraft, devido a conflitos com sistemas anti-cheat. Portanto, seja montando peça por peça ou aguardando a solução pronta da Valve, o jogador de 2025 enfrenta um cenário onde a alta performance cobra seu preço, sem atalhos mágicos para o bolso.