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Desafios técnicos no novo hardware da Nintendo

A Ubisoft finalmente quebrou o silêncio sobre os detalhes técnicos da versão de Assassin’s Creed Shadows para o aguardado sucessor do Nintendo Switch. Com o lançamento batendo à porta, a desenvolvedora confirmou que o port não será uma versão simplificada qualquer, mas sim um projeto que integrará tecnologias avançadas como DLSS e VRR (taxa de atualização variável). No entanto, nem todo o conteúdo chegará de imediato: embora a base do jogo e a maioria das atualizações estejam presentes no dia um, a expansão Claws of Awaji ficou agendada apenas para fevereiro de 2026. A boa notícia para os jogadores multiplataforma é a confirmação do cross-progression, além de adaptações específicas de interface, permitindo navegação por toque em menus e mapas.

Transportar um mundo aberto desta magnitude, originalmente concebido para os consoles de mesa da geração atual, exigiu o que a empresa classifica como uma de suas “empreitadas técnicas mais ambiciosas”. Bruno, o programador líder do projeto, não poupou palavras ao descrever a complexidade da tarefa, definindo-a como um dos desafios mais difíceis e gratificantes de sua carreira. A equipe precisou repensar quase tudo, desde a renderização do mundo até a interação entre os sistemas, lutando para manter a “alma do jogo” intacta no novo hardware.

Otimizações profundas e fidelidade visual

A meta de performance para Assassin’s Creed Shadows no “Switch 2” foi fixada em 30 quadros por segundo, tanto no modo dock quanto no portátil. Para alcançar essa estabilidade, houve um trabalho intenso de reescrita de código nos últimos meses, adaptando a arquitetura do jogo especificamente para o processador ARM do console. A Ubisoft explicou que, para aliviar a carga na GPU sem destruir a fidelidade visual, foi necessário ajustar dados de simulação e otimizar elementos específicos, como a simulação de tecidos e nuvens. Outra decisão técnica importante foi a utilização de um sistema próprio de Iluminação Global pré-renderizada (baked), uma escolha pragmática para economizar memória RAM.

O compromisso com a qualidade exigiu alguns sacrifícios calculados. Embora a riqueza ambiental tenha sido preservada em sua maior parte, a densidade de NPCs em áreas muito povoadas precisou ser reduzida para garantir a fluidez do gameplay. Ajustes na distância de renderização (draw distance), resolução de texturas e carregamento de elementos também fizeram parte do pacote de otimização. Um destaque técnico interessante é a implementação do VRR; normalmente, essa tecnologia opera com um limite inferior de 40 FPS, mas a equipe criou um algoritmo dedicado para mantê-la ativa mesmo aos 30 FPS do jogo, garantindo uma resposta mais fluida, especialmente no modo portátil, onde a potência da GPU é naturalmente menor.

Mudança de planos no front mobile

Enquanto a equipe de consoles celebra a iminente chegada ao novo hardware da Nintendo, a divisão mobile da Ubisoft pisa no freio. Em seu mais recente relatório financeiro, a gigante francesa anunciou o adiamento de suas duas principais apostas gratuitas para celulares: Rainbow Six Mobile e The Division Resurgence. A previsão anterior, que apontava para um lançamento até o final do ano fiscal atual (31 de março de 2025), foi descartada. Agora, ambos os títulos seguem sem uma data definida no calendário, jogando a estreia para um período posterior.

A justificativa oficial gira em torno do polimento. O estúdio afirma que o tempo extra é crucial para que as equipes de desenvolvimento consigam refinar o desempenho e atender às expectativas de um mercado que, embora massivo, tornou-se extremamente exigente. Vale lembrar que não estamos falando de simples adaptações: ambos os jogos são experiências construídas do zero para telas sensíveis ao toque, prometendo ser versões completas de suas contrapartes de PC e console.

Um histórico de atrasos

Essa não é a primeira vez que os fãs precisam exercitar a paciência. Rainbow Six Mobile, uma versão competitiva 5v5 do famoso shooter tático, foi anunciado ainda em 2022 e tinha previsão de chegar ao mercado no final daquele mesmo ano após fases de beta fechado. A trajetória de The Division Resurgence segue um roteiro similar; o RPG de tiro em mundo aberto também foi revelado em 2022, com janelas de lançamento para 2023 que nunca se concretizaram. Apesar da falta de uma data concreta, o pré-registro para ambos continua disponível nas lojas de aplicativos Android e iOS, indicando que, apesar da demora, os projetos continuam sendo prioridade na estratégia de expansão da Ubisoft.