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Trevas, Sobrevivência e Investigação: O Novo Rosto do Medo nos Videogames

Quando a indústria dos games decide mergulhar de cabeça no terror psicológico e no mistério investigativo, o resultado costuma prender os jogadores na beira do sofá. O mercado atual reflete muito bem essa tendência com duas grandes apostas que vêm roubando a atenção do público: o enigmático “Hell is Us” e o perturbador “Resident Evil Requiem”. Embora sigam caminhos distintos em suas narrativas, ambos compartilham o objetivo de desafiar a sanidade e a coragem de quem segura o controle.

Desenvolvido pela Rogue Factor e publicado pela Nacon, “Hell is Us” se apoia na exploração e na curiosidade do jogador. O jogo propõe um mergulho em Hadea, um país fictício devastado por uma violenta guerra civil entre sabinianos e palomistas. É nesse cenário caótico que conhecemos Remi. Contrabandeado para fora do país ainda criança, ele cresceu para se tornar um Pacificador. Anos mais tarde, ele decide retornar à sua terra natal para desvendar os motivos que levaram à sua retirada e, principalmente, tentar encontrar sua família perdida.

A jogabilidade foca em combates desafiadores que lembram a cadência de “Star Wars JEDI Survivor”. É um sistema que exige atenção, mas passa longe das punições extremas vistas nos títulos da FromSoftware. O arsenal do jogo é composto por seis tipos de armas, todas modificáveis através de Glifos misteriosos que canalizam atributos muito específicos: Terror, Luto, Êxtase e Ira. A progressão do personagem está diretamente atrelada ao uso desses equipamentos. Quanto mais você empunha uma arma no calor da batalha, mais experiência ela acumula, evoluindo automaticamente.

Tudo isso acontece sob uma direção de arte melancólica. Cenários pesados e horizontes tingidos de sangue criam uma sensação de perigo constante. Para completar, a trilha sonora aposta em sintetizadores e tons graves que evocam pura curiosidade e luto. Lançado inicialmente em setembro de 2025, o título chegou para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Nos consoles, o valor sugerido gira em torno de R$ 222,45, enquanto a versão de computador sai por R$ 179,99.

Se de um lado temos um país fraturado pela guerra, do outro temos a volta de uma das franquias mais consagradas do terror de sobrevivência. “Resident Evil Requiem” aposta naquilo que seu diretor, Koshi Nakanishi, chama de “medo viciante”. Diferente de filmes e séries, os videogames dão ao jogador a chance de revidar contra os monstros escondidos no escuro. Mas, antes de entregar essa catarse, a Capcom faz questão de aterrorizar o público.

A trama acompanha Grace Ashcroft, uma tímida analista de dados do FBI que se tornou extremamente reclusa após o assassinato de sua mãe, uma jornalista investigativa. Trancada em seu escritório, Grace desenvolve uma obsessão por uma antiga operação do governo: a explosão que varreu a fictícia Raccoon City do mapa em 1998, na tentativa de erradicar humanos infectados que agiam como zumbis devoradores de carne. O problema é que a explosão não eliminou todos eles.

Logo no início do jogo, Grace passa por um despertar traumatizante. Ela se vê pendurada de cabeça para baixo, amarrada a uma maca por tiras de couro, com sangue suspeito sendo injetado em suas veias. Após lutar desesperadamente para se soltar, ela precisa rastejar por corredores escuros, desorientadores e cobertos de restos mortais, culminando em uma perseguição bizarra por uma criança zumbi gigante. Angela Sant’Albano, a atriz que dá vida à protagonista, revelou que a cena da maca foi tão intensa e coreografada que a fez ter pesadelos reais.

A criação de “Requiem” levou seis longos anos e passou por diversas reformulações nos escritórios da Capcom em Osaka. O produtor Masachika Kawata confirmou que ideias de um mundo aberto multiplayer e até mesmo de uma dificuldade extrema nos moldes de “Elden Ring” e “Dark Souls” foram engavetadas. A equipe preferiu focar em uma fórmula que alterna perspectivas em primeira e terceira pessoa, equilibrando momentos de pânico absoluto com pausas voltadas para a ação e exploração.

Nakanishi buscou inspiração em diversas mídias para compor a atmosfera do jogo, consumindo desde filmes como “A Substância”, “O Iluminado” e “Weapons”, até lendas urbanas do YouTube e episódios de “Arquivo X”. Essa última influência fica evidente no design do antagonista Victor Gideon, que exibe um visual assustador e um equipamento de cabeça em estilo steampunk. A intenção é quebrar qualquer sensação de segurança. O jogador morre de formas brutais, o mapa labiríntico causa claustrofobia, e até a própria sombra do personagem pode gerar sustos.

Para rodar o universo denso de Hadea em “Hell is Us”, os jogadores de PC precisam ficar atentos aos detalhes técnicos exigidos pelo jogo.

Especificações Técnicas para PC (Hell is Us)

Requisitos Mínimos:

  • Sistema operacional: Windows 10/11 64-bit

  • Processador: Intel Core i7-7700K ou AMD Ryzen 3 3300X

  • Memória: 16 GB de RAM

  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1070 (8 GB), AMD Radeon RX 5600 XT (6 GB) ou Intel Arc A750 (8 GB)

  • DirectX: Versão 12

  • Armazenamento: 30 GB de espaço disponível (suporta HD e SSD)

  • Placa de som: Dispositivo compatível com Windows

Requisitos Recomendados:

  • Sistema operacional: Windows 10/11 64-bit

  • Processador: Intel Core i7-11700K ou AMD Ryzen 5 7600

  • Memória: 16 GB de RAM

  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti (11 GB), AMD Radeon RX 6750 XT (12 GB) ou Intel Arc B580 (12 GB)

  • DirectX: Versão 12

  • Armazenamento: 30 GB de espaço disponível (SSD obrigatório)

  • Placa de som: Dispositivo compatível com Windows