Por: Daniel Esdras e Gabriel Reis

A equipe de Free Fire do Corinthians, sem dúvida alguma, “amassou” no final da última temporada. Poucos meses após adquirir a equipe ex-Bando de Loucos, o gigante paulista não só conquistou a final da 3ª temporada da Pro League, mas também o Free Fire World Series.

Um dos destaques da formação que conquistou dois grandes títulos em uma semana é o soteropolitano Samuel “Level Up”, nascido e criado na capital da Bahia.

Famoso pela habilidade nas brigas “mano x mano”, foi ele quem sobreviveu para gritar o BOOYAH! que deu o título mundial ao Corinthians na Arena Carioca.

Conversamos com o garoto para saber mais sobre a emoção de ser campeão, a relação com a família, o apoio do novo clube e a importância da torcida nos dois últimos campeonatos disputados.

Level Up emocionado após a conquista do título mundial

Família é a base de tudo

Level Up recebe um apoio importantíssimo antes de cada jogo decisivo. Sua família acompanha sempre que pode, de casa ou nos eventos. Sua mãe é peça importante para manter o psicológico em dia, uma das principais vantagens desse Corinthians, um time que não sentiu a pressão de jogar etapas presenciais durante essa temporada.

“Minha família me apoia muito. Minha mãe hoje falou: ‘fica calmo, joga o seu jogo e faz o que você sabe: amassa os caras’ (risos). Isso porque minha mãe nem entende de Free Fire, hein?”, contou Level Up, rindo à toa.

Todo esse amor faz com que o objetivo do jogador, antes de qualquer coisa, seja ajudar a sua família com os prêmios. O Timão levou mais de 800 mil reais de premiação no Mundial, mas o garoto ainda não tem ideia do que fazer se não melhorar a vida de quem apoiou sua empreitada pelos esports.

“Eu ainda não sei o que fazer no futuro. Hoje quero focar no jogo, ganhar o máximo de títulos possível aqui no Corinthians e ajudar bastante a minha família”, declarou.

Torcida faz toda a diferença

Além da força que veio de casa, Level Up e seus companheiros também contaram com o apoio da torcida, que lotou a Arena Carioca nas duas competições e não parou de gritar o nome dos jogadores e do Coringão.

“Isso aqui (a torcida) arrepia que vocês não tem noção. Arrepia até a alma. O time às vezes perde uma e você está precisando ir para cima, fazer kills, gritar o BOOYAH! e a galera começa a gritar. É algo indescritível”, disse o jogador.

Somente a vitória importava para o Corinthians na última queda e atrelado a isso, a equipe liderada por Fixa ainda precisava contar com a sorte, afinal, os adversários da Sbornaya, representante russa, precisava cair cedo para perder a liderança.

“Foi surreal, sempre que um deles morria, a galera gritava, e eu avisava ao time: um deles caiu. Foi isso até que todos caíram, um por um. Fomos para cima e caímos para dentro com o barulho da torcida. Quando eu fiz o último abate no x1, a gritaria da torcida ajudou na confiança, eles ajudaram na conquista do título”, continuou.

Com o apoio do Corinthians, algumas brincadeiras já rondavam a coletiva, como por exemplo o time ter ganho o mundial antes do rival Palmeiras conseguir no futebol. Tanto Level Up quanto Fixa desconversaram e disseram que essa rivalidade é somente no gramado, no Free Fire o clima de harmonia reina.

“Essa rivalidade de torcidas não me preocupa no Free Fire. Já recebi muita mensagem de fãs que torcem para outros times e disseram que me apoiam porque me amam (risos). O ambiente é de muita amizade”, completou.

Jogadores do Corinthians no embalo da torcida durante o Mundial

“Um filme passa pela minha cabeça agora”

Após um trajetória repleta de percalços, os garotos do Corinthians finalmente podem dizer que realizaram seus sonhos, mas não vão parar por ai. Como você já leu nas nossas entrevistas com o Fixa e o Japa, o time vai se preparar ainda mais para a próxima temporada. O discurso dos companheiros também foi adotado por Level Up.

“A gente vai comemorar essas vitórias e imediatamente voltar a treinar. Se a gente der mole, outros times vão estar treinando e vão nos alcançar. Queremos conquistar ainda mais no ano que vem”, afirmou.

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O campeão, que já foi apaixonado pelo MMO coreano Ragnarok, disse que ouviu poucas e boas de muita gente quando decidiu trilhar uma carreira pelo Free Fire, e que agora muita gente vai ter que aturar o seu sucesso.

“Passa um filme pela cabeça, a quantidade de pessoas que disseram que isso era apenas um joguinho de celular, que eu deveria largar isso e fazer outra coisa. Essas vitórias com certeza vão ser um cala boca para muita gente”, fechou.