Texto por: Daniel Esdras

A LOUD é um dos times mais populares do Free Fire. Fundado pelo criador de conteúdo e influenciador Bruno “PlayHard” – um dos responsáveis pela popularização do jogo no Brasil – o time logo ganhou visibilidade, tanto dos jogadores quanto da mídia. Como você já deve imaginar, isso trouxe consequências boas e ruins.

Na final da terceira edição da Free Fire Pro League (FFPL), que rolou no último sábado, no Rio de Janeiro, a LOUD conseguiu o segundo lugar e a vaga no Free Fire World Series 2019 (FFWS) , o famigerado Campeonato Mundial. Na coletiva após o jogo, PlayHard destacou que para eles já é um título, dada a cobrança em cima de resultados que só o time dele tem por conta da popularidade.

O time da LOUD jogou com muita determinação e oscilou em alguns momentos, indo do melhor que se viu no torneiro para eliminada nos primeiros minutos da queda. Conversamos com o Bradoock, um dos destaques do time, sobre o que deu certo, o que deu errado e o que esperar do mundial.

Erros bobos

Em vários momentos do campeonato a LOUD pareceu se perder nos detalhes. Algumas vezes por conta de posicionamento, outras por conta de fazer o rush para cima de outros times de forma descoordenada. “Tivemos muitos errinhos na hora de “rushar” os outros times, um pouco de afobação”, conta Bradock.

Um caso clássico da FFPL3 foi contra a paiN na sexta queda. A equipe da LOUD encurralou o time rival em uma estrutura e trabalhou bem as granadas, o que derrubou um dos jogadores da paiN. Na hora de invadir a casa e terminar o serviço no entanto, a equipe foi de forma estabanada e acabou perdendo jogadores importantes, o que comprometeu a partida.

Outro erro que aconteceu mais de uma vez foi na rotação com carros. “A gente errou algumas vezes na rotação com carro. Duas vezes nós perdemos a partida por rotação mal feita de carro. Isso não pode rolar”, relembrou Bradoock.

Em uma dessas partidas, a LOUD tinha feito um ótimo início de jogo fora da zona e usou o carro para ir até o centro dela. No caminho, deu de cara com a paiN, e até ganhou a trocação, mas foi surpreendida pela RyZe, que veio por trás e posteriormente saiu vitoriosa da queda. 

No entanto, Bradock vê esses erros como pequenos e acredita que uma semana é tempo suficiente para conversar bastante, ver os replays e treinar duro para o mundial. “São erros pequenos, dá tempo de consertar até o Mundial. A gente vai treinar muito para garantir que o troféu não sai daqui do Brasil”, completou.

Acertos animam

Se por um lado houveram alguns problemas, por outro muitos foram os acertos. Na queda em que a LOUD saiu vitoriosa, o time fez o maior número de abates em uma partida da final, foram 17. Chamados de onda verde no jogo, os comandados de Bradoock e ShariiN passaram o carro nos adversários.

Bradock destaca o psicológico da equipe, que desde o início conseguiu impor o seu estilo de jogo e acumulou abates mesmo nas derrotas. “O psicológico da equipe é um ponto positivo, a gente conseguiu focar e fazer muitos abates. A cada abate, a torcida gritava e a gente se empolgava ainda mais, foi muito bom”.

Recado para a torcida

Assim como o Nobru, do Corinthians, que também conversou com a gente após a final, Bradock também mandou um recado para sua torcida e fãs. “O recado que eu quero passar é que nunca desistam dos seus sonhos. Mesmo que você tenha um celular ruim, falta de apoio em casa, continue tentando que um dia eles se realizam”, proferiu.

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