A segunda temporada da Pro League de Free Fire, enfim, chegou ao momento mais decisivo. Foram 36 equipes participantes, mas apenas 12 continuaram no páreo para as finais que serão disputadas no sábado (20), nos Estúdios Quanta, em São Paulo, a partir das 14h (de Brasília).

Definitivamente a trajetória não foi fácil até aqui dos times classificados, a começar pelo…

GRUPO A

A única equipe que foge da regra é a STARS. Estamos falando do time que se pôs na liderança do grupo e nunca deixou o posto. Nem sequer foi ameaçada pela concorrência. Não à toa, a STARS foi quem mais somou pontos tendo em vista todas os grupos: 4025 pontos.

Das 12 quedas na fase regular, venceu cinco. No mais, figurou outras sete vezes no Top-3. E ainda tem EL CRAZY, que, ao lado de UBITA da NEW X, foi quem mais colecionou abates até aqui: 28 no total.

O número de kills da STARS impressiona: se pegar a somatória de pontos nesse quesito, que é de 1780 (frutos de 89 abates), fica bem próximo dos kill points de LENDÁRIOS (960) e LOUD (900) juntos. Não só EL CRAZY, mas como também 01pires e FIXA são responsáveis por isso.

A LENDÁRIOS avançou para os playoffs em segundo lugar do grupo, com 2495 pontos. Assim como a líder, nunca deixou a zona de classificação desde a estreia da competição. Os pontos adquiridos por abates foram fundamentais para a equipe criar gordura suficiente para assegurar a vice-liderança: foram 48 kills – três a mais que a LOUD, terceira colocada.

A única questão é que o time vive de momentos, afinal, não conseguiu distribuir bem o número de abates pelas rodadas. Tirando os dias #3 e #5, quando fez 11 e 17 eliminações respectivamente, a LENDÁRIOS chamou poucas kills nas outras rodadas.

Nesse aspecto, a terceira colocada LOUD soube distribuir melhor as eliminações. O desempenho da dupla Bradock e CORINGA foi o fôlego necessário para a equipe aparecer na última rodada da fase de grupos, quando a LOUD fez 27 abates (aumento significativo em relação aos dias anteriores) e chegou aos 2430 pontos na classificação geral.

GRUPO B

A Brabox Team foi a grande surpresa do grupo. Bem distante do pelotão de cima após o primeiro final de semana, o time pulou para a quinta posição nas quatro quedas seguidas e, por fim, deu o bote certeiro rumo ao topo da tabela exatamente no último final de semana classificação. Com 3145 pontos, a Brabox é uma equipe que precisa ser acompanhada bem de perto.
Foram três vitórias nas últimas quatro quedas, num final de semana no qual os jogadores souberam chamar várias kills. Mesmo com CANIBAS (23) e DIABLO (21) se destacando mais nesse quesito, Aquiles (12) também fez por onde.

A agressividade nas últimas rodadas ficou bem evidente para que a Brabox assegurasse não só a classificação, mas a moral de passar em primeiro de um grupo que tinha outras equipes namorando a liderança há muito mais tempo.

Caso da RyZe United, que havia conquistado o topo da tabela ao término da segunda semana de confrontos, mas resolveu jogar safe do safe para carimbar a vaga para o presencial. Dessa forma, fez 2745 pontos e ficou com a vice-liderança.

Acontece que a estratégia acarretou no final de semana no qual a equipe menos somou abates, apostando mais nos pontos de standing. É preciso que o time volta a mudar a chave para a etapa decisiva – e, para isso, apostará muito em HENESSY, seu principal abatedor.

A Warriors LINE se destacou por sempre figurar no Top-3 desde a estreia da segunda temporada da Pro League. É um time que não chamou a atenção no quesito abates, mas sempre conseguiu boas classificações ao decorrer dos confrontos. Não dá pra dizer que o time não manteve a constante, afinal, sempre encerrou os finais de semana na terceira posição.

GRUPO C

A NEW X, que teve um primeiro final de semana totalmente irregular, com direito à uma vitória e Top-3, assim como dois 12º lugares, encontrou o rumo a partir dali: foram cinco triunfos em oito quedas que consolidaram a equipe na liderança do grupo com 3615 pontos.

O termômetro da equipe é UBiTa, que fez nada menos do que 28 kills. Quando ele está inspirado, os outros companheiros também crescem de rendimento. A NEW X chega com moral à etapa presencial pela forma como cresceu nessa reta final da fase regular.

A segunda colocada foi a Ice Death, que cresceu no campeonato na Semana #2. Foi quando o time saiu da quarta colocação para a vice-liderança – e não saiu mais dali. A agressividade naquele momento consolidou o time na briga para a última semana, já que a Ice Death se mostrou se virar muito bem nas últimas trocações.

No último final de semana, a equipe foi bem consistente nas kills – e, vale o trocadilho, teve Messi comendo a bola, se destacando como o principal atirador.

A última vaga, que estava bastante disputada entre BLACK TIME e AJAX eSports, acabou nas mãos da LOS GRANDES. O time deixou os dois concorrentes se estapeando na reta final – vale destacar que eles ficaram empatados com os mesmos 2310 pontos – e entrou na zona de classificação para o presencial com 2325 pontos.

A fórmula foi ter conseguido distribuir bem as kills nas últimas quatro quedas, totalizando mais abates do que nos outros finais de semana. Além disso, a LOS GRANDES conseguiu ficar dentro do Top-4 em três partidas da série final, o que consolidou o time a passar de fase.

A Pro League

A segunda temporada da Pro League de Free Fire contou com uma longa fase de qualificatórias, culminando em 36 times divididos em três grupos. Os três melhores posicionados de cada um se classificam juntos dos três melhores classificados da primeira temporada (Vivo Keyd, Red Canids e INTZ) para a fase presencial da competição.